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Como tratar Picadas de Insectos nas Crianças
As picadas de insectos ou as pequenas mordidas de animais são muito incómodas quer seja para crianças ou para os mais velhos. Mas, as reacções e consequências habituais devem ser tratadas. As picadas de insectos deixam um rasto de veneno que frequentemente deixam marcas, simbolizadas pela dor, vermelhidão da zona afectada, inchaço e comichão. A dor é provocada exactamente pelo aguilhão que as vespas e abelhas originam, embora de um estado primário possamos passar para outro tipo de sintomas: dores nos ossos, urticária ou dores de cabeça.


Porém, a picada de um insecto ou a mordedura de um animal pode provocar outro género de reacções sistémicas: ardor nos olhos, boca e ouvidos, rubor na pele, a já característica urticária e uma tosse seca. Enquanto se mantiver este cenário diríamos que as coisas não estão mal encaminhadas, mas o pior é se os sintomas aumentam de intensidade. Alguns medicamentos e a avaliação de um médico em relação ao estado de saúde da vítima, receitando alguns medicamentos, é suficiente, embora haja outras situações que necessitam de uma intervenção urgente.


Considerando um estado razoavelmente grave ou aquele que requer cuidados especiais e urgentes, a criança deve de imediato ser levada a um médico. Quando começarem a surgir dores abdominais, náuseas, vómitos e dificuldade em respirar estamos perante uma situação já considerada grave e que não pode ser ignorada. Se além destes indícios constatar que os sintomas estão a agravar-se a olhos vistos, e que o estado de fraqueza da criança começa a ser geral, leve-a de imediato para o hospital.


A constatação deste cenário anterior é, habitualmente, o antecedente daquilo que se designa por Choque Anafiláctico. Se esta sintomatologia atingir a criança é natural que se evidencie uma mudança da cor da pele, pálida ou azulada, nas extremidades do inchaço, pulso fraco, colapso, uma queda brusca da tensão arterial, o corpo suado e frio, com especial incidência nas mãos e pés. Este é o expoente máximo a que uma simples picada de insecto ou mordedura de animal pode levar um ser humano, sendo imperativo o seu tratamento imediato.


Nas picadas de mosquitos é imprescindível desinfectar a lesão, assim que a mesma for constatada, tal como deve ser logo adquirido um produto na farmácia para aliviar a comichão. No entanto, deve certificar-se que o mesmo não é feito à base de amoníaco. Convém ter sempre em casa um anti-séptico, de preferência incolor, uma pinça, como aquelas das sobrancelhas, pomada anti-histamínica, bem como um anti-histamínico cuja administração seja por via oral. Porém, este só deve ser prescrito por ordem médica.


Se notar que o aguilhão ficou na ferida tente retirá-lo com uma pinça, embora a mesma já deva estar previamente desinfectada. Não pressione qualquer zona afectada para retirar o aguilhão, porque isso podia ainda ser bem pior. Além do mais, tente ter o máximo cuidado para não o partir. Se vir que não consegue realizar esta tarefa, recorra a um médico que este procederá à operação sem qualquer problema. Deve ter em atenção que deve lavar de imediato a picada com água corrente e sabão, e desinfecte com um anti-séptico líquido. Em seguida, aplique uma pomada anti-histamínica, caso não sejam visíveis outras feridas.


O recurso ao amoníaco não é uma opção muito correcta, pois este último em contacto com a pele, e se não for devidamente diluído, pode ter consequências piores ainda. Se o inchaço tiver mais que 5 cms de diâmetro, coloque uma compressa de água gelada ou cubos de gelo sobre a zona afectada. A criança deve estar calma e de preferência com a zona afectada bem levantada.

O anti-histamínico por via oral revela bons resultados, mas apenas deve ser tomado após a respectiva autorização do médico. Se o estado for preocupante, vá sempre controlando a respiração e pulsação da criança. Coloque-a à vontade, sem roupas apertadas e mantenha-a calma, quer esteja a dirigir-se para o hospital quer esteja à espera de um médico em sua casa.


Se fizer os procedimentos correctos, não terá problemas de maior. No entanto, mantenha-se atenta a qualquer alteração do quadro clínico e dos sintomas da criança.





 

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